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sábado, 16 de dezembro de 2017

Segunda

II  Revolução Industrial

HISTÓRIA GERAL


A Segunda Revolução Industrial transcorreu na segunda metade do século XIX, após os avanços das pesquisas sobre eletromagnetismo e a descoberta de fontes de energia fóssil.No desenrolar da Revolução Industrial, percebemos que a necessidade crescente por novas tecnologias tornou-se uma demanda comum a qualquer nação ou dono de indústria que quisesse ampliar seus lucros. Com isso, o modelo industrial esti-pulado no século XVIII sofreu diversas mudanças e aprimoramentos que marca-ram essa busca constante por novidades. Particularmente, podemos ver que, a par-tir de 1870, uma nova onda tecnológica sedimentou a chamada Segunda Revolu-ção Industrial.

Papel da energia elétrica e do petróleo na Segunda Revolução Industrial
Nessa nova etapa, o emprego da energia elétrica, o uso do motor a explosão, os corantes sintéticos e a invenção do telégrafo estipularam a exploração de novos mercados e a aceleração do ritmo industrial. Dessa forma, percebemos que vários cientistas passaram a debruçar-se na elaboração de teorias e máquinas capazes de reduzir os custos e o tempo de fabricação de produtos que pudessem ser consumidos em escalas cada vez maiores.

eletricidade já era conhecida um pouco antes dessa época, mas tinha seu uso restrito ao desenvolvimento de pesquisas laboratoriais. Contudo, passou a ser utilizada como um tipo de energia que poderia ser transmitido em longas distâncias e geraria um custo bem menor se comparado ao vapor. No ano de 1879, a criação da lâmpada incandescente estabeleceu um importante marco nos sistemas de iluminação dos grandes centros urbanos e industriais da época.

petróleo, que antes tinha somente uso para o funcionamento de sistemas de iluminação, passou a ter uma nova utilidade com a invenção do motor a combustão. Com isso, ao lado da eletricidade, esse mineral passou a estabelecer um ritmo de produção mais acelerado. Sobre tal aspecto, não podemos deixar de destacar outras descobertas empreendidas no campo da Química que também contribuíram para essa nova etapa do capitalismo industrial.
  • Ligas metálicas e outros materiais importantes
Novas experiências permitiram o aproveitamento de minérios antes sem importância na obtenção de matéria-prima e outros maquinários. O aço e o alumínio foram largamente utilizados pela sua maior resistência e maleabilidade. Métodos mais simples de fabricação permitiram que o ácido sulfúrico e a soda cáustica fossem acessíveis. Por meio desses dois compostos, a fabricação de borrachapapel e explosivos pôde ser feita em larga escala.
  • Transportes: estradas de ferro
Com relação aos transportes, podemos ver que as novas fontes de energia e a produção do aço permitiram a concepção de meios de locomoção mais ágeis e baratos. Durante o século XIX, asestradas de ferro foram o ramo de transporte que mais cresceu. Nesse período, Estados Unidos e Europa possuíam juntos cerca de 200 mil quilômetros de trilhos construídos. Segundo outros dados, somente na década de 1860, mais de dois milhões de pessoas eram empregadas na manutenção desse único meio de transporte.
Por meio dessas inovações, as indústrias puderam alcançar lucros cada vez maiores e dinamizar o processo que se dava entre a obtenção da matéria-prima e a vendagem do produto ao consumidor final. Ao mesmo tempo, o controle mais específico sobre os gastos permitiu o cálculo preciso das margens de lucro a serem obtidas com um determinado artigo industrial. Dessa forma, o capitalismo rompia novas fronteiras e incidia diretamente na aceleração da economia mundial.
Por Rainer Sousa
Mestre em História

2ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Ao longo dos “oitocentos” o mundo assistiu ao desenrolar de um processo que iniciado no século XVIII na Inglaterra, difundia-se agora por boa parte da Europa Ocidental, Estados Unidos e Japão, a Revolução Industrial. Neste cenário, surgiam então, novas potências internacionais (Alemanha, Itália, Estados Unidos, Japão) que, em conjunto com forças mais tradicionais (Inglaterra e França), encontravam na industrialização a base fundamental de suas economias.
O crescimento dessas nações vinculava-se obrigatoriamente à sua capacidade de influenciar e dominar economicamente outras regiões do mundo, já que seus parques industriais emergentes necessitavam de novas fontes de matérias-primas, um “exército" de mão de obra abundante e barato, além de um mercado consumidor cada vez mais amplo. A partir de então, desenhou-se uma intensa disputa entre tais potências pelo controle de territórios que, colonizados, cumpririam a tarefa de lhes fornecer necessário ao funcionamento de suas máquinas. Começava, assim, uma “nova onda colonizadora” no mundo, o Imperialismo.
Neocolonialismo
Em linhas gerais, as regiões afetadas por essa “corrida imperialista" encontravam-se localizadas na Ásia, América Latina e, destacadamente, na África. O controle dessas áreas não se deu necessariamente a partir da dominação política militar, mas fundamentalmente através da preponderância econômica e pela supremacia comercial. Na Ásia, por exemplo, Inglaterra e Japão ampliaram ferozmente suas relações com diversos mercados locais, sem obrigatoriamente interferir (ao menos diretamente) nas questões administrativas dessas regiões. Deste modo, se por um lado podemos observar que a colonização inglesa sobre a Índia fundamentou-se no controle metropolitano sobre as decisões políticas locais, por outro verificamos que essas ingerências externas não eram, nem precisavam ser, uma regra.

PARTILHA DA ÁFRICA

Império Britânico (Foto: Wikimedia Commons)Império Britânico (Foto: Wikimedia Commons)
A expansão imperialista sobre a África se deu através de um processo muito específico, relacionado fundamentalmente às determinações da Conferência de Berlim. Buscando evitar que as disputas territoriais aumentassem as rivalidades entre as potências europeias, as principais lideranças dessas nações se reuniram em Berlim e, a partir de seus próprios interesses, estabeleceram novas fronteiras no continente africano.
Deste modo, se até então as divisões territoriais existentes na África respeitavam minimamente as diferenças étnicas e culturais existentes na região, com a Conferência de Berlim e a consequente constituição de fronteiras artificiais, diversas tribos foram agrupadas no mesmo local, criando um cenário propício ao aumento dos conflitos entre as mesmas. Estes embates representam ainda hoje um dos mais graves problemas que afligem boa parte da população africana.
Este panorama de violência não se restringiu à Africa, tão pouco a conflitos de natureza tribal. As colônias asiáticas e latinoamericanas também foram palco de inúmeras guerras, muitas delas travadas entre grupos coloniais e representantes metropolitanos. A “Guerra dos Sipaios” (Índia), o “Levante dos Boxers” (China) e a “Guerra do Ópio” (China) são alguns desses movimentos coloniais que se opuseram à expansão imperialista no continente asiático.

IMPERIALISMO DO EUA

Imperialismo (Foto: Wikimedia Commons)A charge retrata Theodore Roosevelt e a política do Big Stick no caribe (Foto: Wikimedia Commons)
Enquanto a “Corrida Imperialista” se desenrolava na Ásia e África, o continente latinoamericano sofreu a ação colonizadora daquele país que então já se apresentava como a grande potência do Novo Mundo, os Estados Unidos da América. Se em meados do século XIX tal presença se fazia notável através da “Doutrina Monroe” e do “Destino Manifesto”, a bem-sucedida política do “Big Stick” ampliou ainda mais as conquistas “neocoloniais” estadounidenses na região.
Conjuntamente ao engradecimento do dólar nas transações comerciais (“Diplomacia do Dólar”) e a uma política externa agressiva (“Corolário Roosevelt”), a doutrina do “Big Stick” fundamentou as ações imperialistas norte-americanas na América Latina. A construção do canal do Panamá e o estabelecimento da “Emenda Platt” na primeira constituição cubana são certamente dois dos maiores exemplos da atuação colonizadora dos EUA.
Justificativas imperialistasOs projetos de colonização desenvolvidos pelas potências imperialistas eram justificados através de argumentos que, de natureza claramente etnocêntrica e profundamente preconceituosa, buscavam validar a ação do “homem branco” (o colonizador) sobre os povos dominados. Deste modo, caberia ao primeiro a árdua missão de civilizar os últimos, grupos identificados como culturalmente bárbaros e economicamente inferiores.
Em tempos caracterizados pelos impactos dos recentes trabalhos de Charles Darwin, o “evolucionismo” foi igualmente utilizado como via de legitimação imperialista. Através de uma equivocada interpretação desta teoria, o europeu poderia ser entendido como biologicamente superior às demais “espécies” humanas, o que lhe conferiria o direito de dominar, por exemplo, africanos e asiáticos. Esta suposta superioridade evolutiva fundamentaria, assim, o processo neocolonialista.




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