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domingo, 4 de setembro de 2011


 
Em 1954, uma das figuras mais influentes da história brasileira dava fim à própria vida. Político brilhante, ao cometer suicídio salvou seu prestígio político e transformou-se em um mártir para o povo, consolidando sua maneira de governar. Fundamentador das leis trabalhistas, foi também um ditador, por vezes fascista, e um modernizador do país, visto pelo povo como um patriota. Acompanhe a trajetória de Getúlio Vargas e descubra quem era o homem por trás do mito e que a Era Vargas ainda não chegou ao fim.
Por Diogo Dreyer e Ederson Prestes
Colaboração de Guilherme Prendin

Acervo Museu da República / Rio de Janeiro
O Palácio do Catete, sede do governo federal, é cercado pela população assim que a notícia do suicídio é anunciada.
Quando Fernando Collor de Melo foi eleito, bradou o fim da Era Vargas em seu discurso de posse. Também foi assim com FHC. Era como se eles afirmassem que, em seus mandatos, o país ia transformar-se e desatar-se da maneira de fazer política que se iniciou no distante ano de 1930, quando a Revolução deu o poder ao ditador Getúlio Vargas. Seus adversários pensaram que, em 24 de agosto de 1954, quando o então presidente Vargas cometeu suicídio no interior da residência oficial, o Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, ele sairia de vez da vida política do país. Mas o que ocorreu foi justamente o contrário: sua morte enraizou profundamente as reformas que fez no país, permeou a classe política com sua mentalidade antidemocrática e o transformou em um herói popular.
O povo foi às ruas para chorar a morte do presidente. O governo Vargas acabou, mas suas idéias, seu legado e sua era ainda estavam começando. Após décadas, isso tudo ainda está presente nas discussões da política brasileira.
“Collor foi quem primeiro anunciou o fim da Era Vargas, em 1990. Mas creio que, três presidentes depois, grande parte dos legados institucional e jurídico e, principalmente, o modelo econômico da Era Vargas ainda estão de pé”, conta Maria Celina Soares D'Araújo, coordenadora do Setor de Pesquisa do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), ligado à Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Doutora e professora de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF), a pesquisadora afirma que o Brasil não conseguiu produzir um modelo alternativo ao implantado por Vargas nos seus anos à frente do país. “Mesmo esgotado, o Brasil só conhece esse, que foi até mesmo utilizado pelos militares”. A razão, ela diz, é que a Era Vargas foi um período de transformação, com muitas novidades institucionais e econômicas em um país que até então era bastante atrasado, gerando a sobrevida desses conceitos. “As legislações sindical e social ainda são do jeito que eram na década de 1930”.

Que saber mais acesse o link:
http://www.educacional.com.br/reportagens/getuliovargas/default.asp

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