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Em 1954, uma das figuras mais influentes da história
brasileira dava fim à própria vida. Político brilhante,
ao cometer suicídio salvou seu prestígio político e transformou-se
em um mártir para o povo, consolidando sua maneira de governar. Fundamentador
das leis trabalhistas, foi também um ditador, por vezes fascista, e um
modernizador do país, visto pelo povo como um patriota. Acompanhe a trajetória
de Getúlio Vargas e descubra quem era o homem por trás do mito
e que a Era Vargas ainda não chegou ao fim. Por Diogo Dreyer e Ederson Prestes Colaboração de Guilherme Prendin
O povo foi às ruas para chorar a morte do presidente. O governo Vargas acabou, mas suas idéias, seu legado e sua era ainda estavam começando. Após décadas, isso tudo ainda está presente nas discussões da política brasileira. “Collor foi quem primeiro anunciou o fim da Era Vargas, em 1990. Mas creio que, três presidentes depois, grande parte dos legados institucional e jurídico e, principalmente, o modelo econômico da Era Vargas ainda estão de pé”, conta Maria Celina Soares D'Araújo, coordenadora do Setor de Pesquisa do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), ligado à Fundação Getúlio Vargas (FGV). Doutora e professora de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF), a pesquisadora afirma que o Brasil não conseguiu produzir um modelo alternativo ao implantado por Vargas nos seus anos à frente do país. “Mesmo esgotado, o Brasil só conhece esse, que foi até mesmo utilizado pelos militares”. A razão, ela diz, é que a Era Vargas foi um período de transformação, com muitas novidades institucionais e econômicas em um país que até então era bastante atrasado, gerando a sobrevida desses conceitos. “As legislações sindical e social ainda são do jeito que eram na década de 1930”. Que saber mais acesse o link: http://www.educacional.com.br/reportagens/getuliovargas/default.asp |

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