Há setores que argumentam que é importante que as empresas brasileiras sigam a onda de fusões e incorporações do capitalismo moderno para poderem competir no mundo. Essa foi uma das desculpas para o intrincado negócio da formação da “supertele” com a compra da brasil Telecom pela Oi e para a fusão frigoríficos JBS-Friboi, formando um conglomerado que domina o setor de carnes.
Ambas as operações tiveram financiamento do BNDES, a primeira sob o argumento de que as teles estrangeiras “papariam” uma fatia maor do mercado brasileiro, a segunda pelo fato de que o Brasil ganharia mercado no mundo, notadamente na Ásia.
Não tenho dados para me aprofundar no assunto.
Mas neste caso agora da fusão entre as Casas Bahia e o Grupo Pão de Açúcar – dono também do Ponto Frio e – não há argumento para tamanha concentração. Afinal, trata-se de comércio varejista. De onde vêm o fôlego financeiro para comprar, em seis meses, dois gigantes como o Ponto Frio e as Casas Bahia? Esse caso tem de ser examinado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O gigante que se formou tem condições de inviabilizar, com seu peso junto aos fornecedores, o funcionamento de outras redes e lojas isoladas.
Vamos ver como o Cade vai se comportar neste caso. Liberdade para formar monopólio, com riscos de prejuízos ao consumidor, é algo que o próprio capitalismo repudia, desde o início do século passado, com a edição da lei antitruste nos EUA.
Não tenho dados para me aprofundar no assunto.
Mas neste caso agora da fusão entre as Casas Bahia e o Grupo Pão de Açúcar – dono também do Ponto Frio e – não há argumento para tamanha concentração. Afinal, trata-se de comércio varejista. De onde vêm o fôlego financeiro para comprar, em seis meses, dois gigantes como o Ponto Frio e as Casas Bahia? Esse caso tem de ser examinado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O gigante que se formou tem condições de inviabilizar, com seu peso junto aos fornecedores, o funcionamento de outras redes e lojas isoladas.
Vamos ver como o Cade vai se comportar neste caso. Liberdade para formar monopólio, com riscos de prejuízos ao consumidor, é algo que o próprio capitalismo repudia, desde o início do século passado, com a edição da lei antitruste nos EUA.
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