Bem-vindos ao História em Foco
Este é um blog que tem informações sobre História Geral, do Brasil e Religião.
Finalidade: ser mais uma ferramenta de apoio pedagógico para os meus alunos do IEED e para quem mais se interessar!

segunda-feira, 25 de junho de 2012


Você está em Noticias Cidade
25/06/2012 08h59 - Atualizado em 25/06/2012 10h54

Volta às aulas do 3º ano é marcada pela ausência dos estudantes

Diretores dizem que as aulas não são de reposição e visa apenas o Enem

Metro1
Imprimir Matéria
Enviar por E-mail
Tweet
Volta às aulas do 3º ano é marcada pela ausência dos estudantes
Foto: Manuela Cavadas/Metropress (arquivo)
Apesar do governo do estado, por meio da Secretaria de Educação, anunciar reposição de aulas para os estudantes do 3º ano da rede estadual, muitos professores e diretores de escolas negam a reposição.

As aulas estavam previstas para iniciar às 7h50. Mas passa das 8h e as salas estão vazias ou com poucos alunos. De acordo com uma diretora de escola, que não quis se identificar, a tendência é esvaziar mesmo. "Os alunos ainda não sabem que não é reposição. Já são 8h30 e não começou nada, só mostra o descrédito. Hoje tem 50 alunos, mas amanhã serão 30, depois 20, até não vir mais ninguém", relatou ao Metro1.

A APLB Sindicato está nas escolas polo distribuindo avisos de que as aulas não têm validade e que as notas que forem dadas não serão aceitas.

Ainda de acordo com professores, as aulas tem foco no Enem e não na grade curricular. Além disso, são 1,2 mil professores para 22 mil alunos, o que dá mais de 100 alunos por docente, o que torna inviável o aprendizado.

25/06/2012 às 07:44
  | ATUALIZADA ÀS 16:58 | COMENTÁRIO (0)

Alunos do 3º ano criticam programação de volta às aulas

Da Redação, com informações de Isabela Castro e Luana Almeida
Bené Ramos / A TARDE TV
Secretário Osvaldo Barreto justificou a baixa adesão dos alunos com o feriado de São João
Secretário Osvaldo Barreto justificou a baixa adesão dos alunos com o feriado de São João
A adesão dos alunos do 3º ano do ensino médio ao retorno às salas aulas foi baixa, na manhã desta segunda-feira, 25, início do programa de reposição de aulas estabelecida pela Secretaria de Educação do Estado (SEC). Dos 380 alunos que eram aguardados no Colégio Estadual Luís Viana Filho, em Brotas, - uma das 19 escolas-polos -, apenas 40% compareceram. 
A estudante Alane Santos, que compareceu à unidade educacional cheia de expectativas, relatou que os professores estavam revisando assuntos do ensino fundamental e que não houve aproveitamento do conteúdo iniciado pelos professores antes da greve. "Só tive uma aula, não aprendi nada e não pretendo continuar vindo. Só perdi meu tempo", disse a jovem.

cqc 3.0 estudetes participam do programa 18 06 2012 mircmirc

sexta-feira, 15 de junho de 2012


13 DE JUNHO DE 2012 81
Leia a repercussão das ações desonestas do governo ante a justiça da greve dos professores.
Em seguida a esse texto, leia o artigo publicado pela Fetrab, que mostra a decepçao com o governo havia criado tanta expectativa para os movimentos sindicais e populares.

POR QUE O GOVERNO ESTADUAL DA BAHIA MENTE TANTO? POR QUE TENTA O TEMPO TODO ENGANAR A OPINIÃO PÚBLICA E A MÍDIA DESINTERESSADA EM FAZER JORNALISMO VERDADEIRO?
Ações de Jaques Wagner (PT) contra os professores da Bahia repercutem em todo o país

Docentes estão há de mais sessenta dias em greve, o que afeta diretamente mais de 1 milhão de alunos que usam a rede pública. O governador Jaques Wagner/PT, ao invés de negociar e cumprir acordo feito com a categoria em novembro último, apela desavergonhadamente para a mentira, truculência e manda descontar salários dos professores. Suas ações repercutem negativamente em todo o país

Os professores da Rede Estadual da Bahia estão em greve há mais de sessenta dias. Enfrentam a intransigência de Jaques Wagner e reivindicam, como pauta maior, o cumprimento integral da Lei 11.738/2008, segundo a qual os docentes da Educação Básica Pública de todas as redes do país deveriam ter recebido, desde janeiro último, reajuste linear de, no mínimo, 22,23%. Essa mesma Lei diz que caso prefeitos e/ou governadores não possam aplicar tal percentual de correção, a União complementa com recursos financeiros. Para isso, basta que estados e municípios abram suas receitas/despesas e demonstrem que precisam de ajuda.
Apenas em relação ao Fundeb, veja abaixo alguns recursos específicos da Educação gerenciados pelo atual governo baiano até maio deste ano, quase 1 bilhão de reais. Mesmo alegando que não pode atender os professores, Wagner não pediu “socorro” à União, o que deveria fazer se a montanha de dinheiro vindo de Brasília não fosse suficiente para as demandas da educação. Se não pediu é porque tem de sobra, agora o que faz com a verba aí é uma caixa preta.
RECURSOS FUNDEB – BAHIA 2012VALOR (R$)
janeiro270.858.588,09
fevereiro159.081.362,68
março177.115.545,81
abril337.066.274,20
maio256.434.474,70
TOTAL929.968.515,08
As mentiras, manipulações e truculências do governador
Desde o início da greve, o governador Jaques Wagner em nenhum momento deu qualquer sinal de que pretendia negociar de forma séria com os professores ou, muito menos, apontar uma saída positiva para tantos dias sem aulas. Pelo contrário. Iniciou pela mídia uma campanha para tentar desqualificar o movimento e confundir a opinião pública. Diz desconhecer o acordo assinado que sua equipe fez com a APLB em novembro último, onde o governo se comprometia a aplicar o percentual de correção do piso que o MEC estipulasse, os 22,23%. Além disso, dá propositalmente uma série de interpretações estapafúrdias à Lei 11.738/2008, ao afirmar, por exemplo, que “ela ampara apenas os professores que não têm curso superior”. Wagner apelou ainda à justiça para que decretasse a greve ilegal e, criminosamente, mandou descontar salários dos grevistas, atropelando inclusive uma recente decisão do STF, que proíbe tal tipo de medida.
É importante não esquecer que a Lei do Piso Nacional do Magistério era para estar sendo posta em prática desde 2009, ano seguinte à sua aprovação. Além disso, o percentual de 22,23% refere-se ao custo-aluno 2012 repassado aos estados e municípios desde janeiro último, e é relativo ao modo de correção anual do Piso, tudo de acordo com a citada Lei 11.738/2008. Portanto, são totalmente absurdas e improcedentes as alegações de Jaques Wagner para não atender às reivindicações dos professores e prejudicar os alunos.
A greve continua
Apesar da intransigência e ameaças do governador, os docentes baianos estão firmes na paralisação. Categoria rejeita as propostas ridículas feitas pelo governo para aniquilar a Lei do Piso Nacional e permanece em greve
UMA CURIOSIDADE, E QUE CURIOSIDADE!
Mais de dois meses de greve e a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa não fez nenhuma audiência. Nenhuma!
=============================================================================================
 ARTIGO DA FETRAB:
Governo frustra servidores, que lamentam rumos da relação
Era justa a expectativa dos baianos com a eleição do governador Jaques Wagner, que representou, antes de tudo, um mar de esperança com relação ao fortalecimento da democracia, amparando-se numa nova estratégia de desenvolvimento para o Estado, com o enfoque na melhoria da condição de vida do povo e em detrimento à tradicional preferência pelo contentamento das elites. No campo dos serviços públicos, esperava-se a composição de uma nova máquina administrativa, que atendesse melhor o cidadão, privilegiando a estrutura, as condições de trabalho e a valorização de seus profissionais.
No entanto, as prioridades do Governo, desde o início, foram estrategicamente pautadas numa relação de afinidade umbilical com o Governo Federal e por ações midiáticas de grande publicidade, sobretudo, ancoradas no Programa de Aceleração do Crescimento e suas grandes obras. Entretanto, as ações das autoridades baianas com relação às áreas sociais, de atendimento básico à população, Saúde, Educação e Segurança foram tratadas de maneira descuidada, relembrando a atitude de governos passados.
No ponto de vista do funcionalismo, ainda em 2006, as entidades de representação se dispuseram a colaborar com o clima de mudança, primeiramente, apresentando ao vice-governador eleito, à época, Edmundo Santos, as deficiências da máquina administrativa, oferecendo sugestões eficazes para a redução de gastos, com base no acúmulo de experiência dos servidores, o que foi, estranhamente, ignorado.
Instaurou-se o Sistema Estadual de Negociação Permanente, o SENP, que consistia num fórum de discussão da política de recursos humanos do governo e possuía uma Mesa Central de negociação, para tratar de questões gerais, comuns a todos os servidores, e mesas setoriais, que abordavam os itens específicos de cada categoria. O SENP andou bem, até que em 2008, unilateralmente, teve sua Mesa Central desativada, pela administração Wagner, deixando diversas discussões e acordos em aberto.
Após o esvaziamento do SENP, os trabalhadores, por entenderem a sua importância, passaram a solicitar sua reativação, colocando-o como item prioritário na pauta de reivindicações. Sem o Sistema, as dificuldades de comunicação produziram desgastes desnecessários que culminaram em situações de mobilizações, paralisações, greves, além de gerar muita insatisfação com relação à atual administração. Os sindicalistas se sentiram relegados, pois tinham em Jaques Wagner um companheiro de primeira hora e sabiam que havia a responsabilidade com os rumos da gestão, que cobrou fidelidade com veemência, mas não cumpriu os acordos que fez com as categorias.
Neste momento, as entidades de representação do funcionalismo entendem que o atual governo não respeita os trabalhadores públicos e os trata como inimigos, não reconhecendo acordos, criminalizando as greves, chegando ao extremo de corte de salários e bloqueio de do CrediCesta e de outras consignações, utilizando o poder da mídia, paga com verbas oficiais para mentir e fazer jogo de intriga entre a população e os servidores do Estado.
Como exemplos dos equívocos políticos, na área da Segurança Pública, pode-se citar o Programa Pacto pela Vida, ação que poderia se consumar como de suma importância para a sociedade, mas que o governo produziu sem levar em consideração a opinião dos trabalhadores, que são os agentes executores de todas as medidas planejadas, como os policiais, agentes de saúde, professores, assistentes sociais, dentre outros. Dessa forma, contabiliza-se para o governo a elevação traumática dos índices de violência perpetrada contra a população. A greve dos policiais militares refletiu essa situação, por se tratar de reivindicações ignoradas, acordos descumpridos, que diziam respeito, principalmente, às condições de salário e de trabalho.
Na Saúde, a relação de desrespeito geral instaurada contra o funcionalismo foi responsável por paralisações e greves. Na Educação, o descumprimento de um acordo orquestrado em novembro de 2011, concebeu a crise que culminou na greve, iniciada em 11 de abril. Em outras áreas, o clima de animosidade produziu mobilizações. Novas greves devem acontecer. Wagner demonstra uma repulsa contra os trabalhadores públicos e uma atitude de arrogância vista nos momentos mais auspiciosos do carlismo. Ao funcionalismo resta compreender que o governo corre por caminhos inóspitos, impondo a composição da unidade para o enfrentamento dessa política de arrocho, desacordos, mentiras e repressão.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Estudantes da Bahia estão sem aulas há 51 dias por causa da greve


Edição do dia 31/05/2012
31/05/2012 08h03 - Atualizado em 31/05/2012 08h03

Com a adesão de professores da rede particular, mais de 900 mil alunos estão sem aulas. Nas escolas particulares, alunos do terceiro ano têm aulas. Na rede estadual, 1,3 milhão de alunos já perderam bimestre letivo.

Patrícia NobreSalvador
Quem está tendo prejuízo são os estudantes da Bahia. A greve nas escolas estaduais já dura 51 dias. Com a adesão de professores da rede particular, mais de 900 mil alunos estão sem aulas.
“Eu quero voltar, quero concluir o terceiro ano. É o ano que todo mundo espera. Agora, chega ao terceiro ano, e acontece isso? Não é fácil, é muito complicado”, lamenta a estudante Maria Daltro.

O desabafo da estudante de 17 anos é por causa da greve dos professores das escolas estaduais da Bahia que completa 51 dias. Alunos e pais montaram nesta quarta-feira (30) um acampamento em frente à governadoria. “Eu só vou sair daqui quando eu ver os meus filhos na sala de aula”, afirma Antônio Mourão, pai de aluno.
Nas escolas particulares, só os alunos do terceiro ano estão tendo aulas. Os professores estão em greve desde a última terça. Eles pedem 14,8% de aumento. E os donos de escola oferecem 5,5%.

Na rede estadual, 1,3 milhão de alunos já perderam o bimestre letivo. Os professores pedem o cumprimento de um acordo assinado em novembro do ano passado. Nele, o governo se compromete a pagar a toda a categoria o percentual de reajuste do piso salarial nacional, que foi de 22,22%.

Como o acordo não foi cumprido, os professores entraram em greve no dia 11 de abril. Poucos dias depois, o governo enviou um projeto à Assembleia Legislativa aumentando os salários dos professores. O projeto foi aprovado. O problema é que estava diferente dos termos do acordo. O aumento aprovado foi de 6,5%.

“O estado não tem nenhuma condição, e isso foi dito ao sindicato, de fazer o repique de 22% sobre os salários, porque isso é inviável do ponto de vista do orçamento público”, declara o secretário da Educação da Bahia, Osvaldo Barreto.

“A categoria já predispôs a discutir o parcelamento, não importa de quantas vezes, mas ela quer sentar para negociar”, ressalta a vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Marilene Betros.