Bem-vindos ao História em Foco
Este é um blog que tem informações sobre História Geral, do Brasil e Religião.
Finalidade: ser mais uma ferramenta de apoio pedagógico para os meus alunos do IEED e para quem mais se interessar!
domingo, 9 de setembro de 2012
Vídeo O LIVRO EGÍPCIO DOS MORTOS PARA ASSISTIR CLICK NO LINK ABAIXO:
http://videosieedconquista.blogspot.com.br/2012/09/o-livro-egipcio-dos-mortos.html, ou então, click no menu VIDEOS na parte superior do blog.
sábado, 1 de setembro de 2012
Assista o vídeo EGITO ANTIGO na página VÍDEOS no menu, na parte superior. Ou então, click aqui http://videosieedconquista.blogspot.com.br/2012/09/egito-antigo.html
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Discurso do Presidente do Uruguai
Discurso esclarecedor sobre a nossa sociedade e qual é, de fato, o nosso problema e quais são os interesses que gorvenam a nossa sociedade.
sábado, 18 de agosto de 2012
RESPOSTA DAS ATIVIDADES:
Resposta da página 24
1) O gênero homo deslocou-se do continente
africano para a Ásia a partir do curso do rio Nilo e, posteriormente, migrou
para a Europa. A primeira espécie a sair da África teria sido o Homo erectus,
entre 1 milhão e 700 mil anos atrás. Entretanto, foi o Homo sapiens sapiens
que, até por volta de 12000 a. C., ocupou todos os continentes, com exceção da
Antártida.
2) Segundo a Teoria Clóvis, há cerca de 15 mil
anos, grupos de caçadores-coletores teriam saído da Ásia e chegado ao Alasca
pelo estreito de Bering. Isto teria sido possível porque o planeta passava por
sua última Era Glacial, durante a qual as águas do mar baixaram drasticamente,
descobrindo o fundo do estreito de Bering. A partir do Alasca, essa população
ocupou todo o continente por volta de 11500 anos atrás.
3) Segundo alguns cientistas, descobertas
arqueológicas recentes revelam que a chegada do homem ao continente americano
foi anterior a 15 mil anos atrás. A arqueóloga brasileira Niède Guidon
encontrou vestígios humanos no sítio de Pedra Furada, localizado em São
Raimundo Nonato, no Piauí, que datam de cerca de 50 mil anos. Outro pesquisador
brasileiro que contesta a Teoria Clóvis é Walter Neves. Segundo ele, ocorreram
várias ondas migratórias pelo estreito de Bering. Essas ondas migratórias não teriam
sido constituídas apenas por grupos de origem asiática, mas também por grupos
de origem “negroide”, vindos da Austrália. Sua hipótese está baseada no crânio
de uma mulher encontrado em 1971, em Lagoa Santa (MG), que data de cerca de
11500 anos e apresentava traços morfológicos próximos aos dos aborígenes
australianos e dos africanos.
LEIA MAIS SOBRE ESTES ACHADOS ARQUEOLÓGICOS NO
SITE: WWW.fumdham.org.br
4) A descoberta da agricultura aliada a
domesticação de animais proporcionou um aumento do alimento, que por sua vez
gerou um aumento da população, e como, as casas iam sendo construídas cada vez
mais próximas umas das outras, surgiram as primeiras vilas e, posteriormente,
as cidades.
De um
estado de barbárie homogêneo e mais ou menos estático, vai nascer a
complexidade de aspectos do mundo moderno. Esta transformação, de consideráveis
conseqüências, foi extraordinariamente rápida e começou durante o quarto
milênio a. C., graças ao surgimento da agricultura e das cidades, quando
o homem desenvolveu novas técnicas e aprimorou seus conhecimentos. Longe de ser geral, ela se produziu em
algumas regiões onde as condições de vida lhe eram favoráveis. Nessas regiões,
a vida do homem modificou-se muito rapidamente, enquanto na maior parte
do mundo o modo de existência primitivo persistiu durante séculos, talvez
milênios." (J. Hawkes, Histoire de l'Humanité, Ed. UNESCO)
5) A vida sedentária tornou os grupos humanos
vulneráveis à ação da natureza e às doenças endêmicas provocadas, muitas vezes,
pela contaminação da comida e da água por dejetos acumulados. Além disso, a
riqueza das cidades atraía os saqueadores nômades. Por outro lado, o contato
com animais domésticos podia provocar epidemias, como as de sarampo e varíola.
6) As regiões de clima árido habitadas por grupos
humanos apresentavam enormes dificuldades, que somente podiam ser vencidas pelo
esforço coordenado de todos. A sobrevivência dependia, assim, de organização e
força física direcionadas por uma vontade única (o Estado), com uma divisão de
tarefas definidas previamente. Só assim era possível construir reservatórios de
água, canais de irrigação, proteger o núcleo urbano contra saqueadores, etc.
7) A vida sedentária, os obstáculos impostos pelo
meio e os conseqüentes esforços pela sobrevivência provocaram uma divisão de
tarefas mais sofisticada, capaz de responder aos novos desafios. Com o tempo,
essa divisão levou à diferenciação das profissões e aos primeiros níveis de
hierarquia social. Alguns indivíduos assumiram lugar de destaque no grupo
graças à autoridade moral, à capacidade de liderança ou à força física. Em vários
casos, tais indivíduos passaram a deter privilégios e poder sobre os demais, e,
alguns deles, tornaram-se governantes e reis.
RESPOSTA DA PÁGINA 42
1)
A Guerra do Iraque provocou, além da morte de
milhares de iraquianos, a destruição de muitos edifícios, entre os quais o
Museu de Bagdá. De lá, foram roubados ou destruídos aproximadamente 13 mil
objetos produzidos por povos que habitaram a região há milhares de anos. Isso
representou uma perda irreparável para o patrimônio cultural da humanidade,
pois será impossível recuperar e restaurar a maioria desses objetos.
2)
O Iraque é o país que detém a maior parte do
território da antiga Mesopotâmia, outras poções deste território pertencem
atualmente, a Síria, Turquia e Kuwait. Na antiga Mesopotâmia se desenvolveu
civilizações como: a Suméria, os Acádios, Babilônios (Amorritas e Caldeus), Assírios.
3)
Elas são chamadas de cidades-Estado porque
tinham autonomia, ou seja, não estavam submetidas a um Estado mais amplo e
centralizado.
4)
Os sumérios ocuparam a região graças,
provavelmente, à existência de solos férteis em torno das margens dos rios
Tigre e Eufrates. Com a necessidade de controlar as cheias dos rios foi
necessário a construção de diques para proteger a cidade e ao mesmo tempo,
proporcionar a construção dos canais de irrigação. Com o aumento populacional e
o surgimento de novas atividades profissionais e a complexidade das relações sociais,
atrelado a necessidade de coordenação das grandes obras hidráulicas,
originou-se o Estado e as primeiras formas de escrita, devido à necessidade de
se registrar as atividades que se realizavam na cidade.
5)
Por volta de 2350 a.C., as diversas cidades
autônomas da região foram unificadas em torno de um único líder político e
religioso. Essa mudança deu origem ao Primeiro Império Mesopotâmico, que
unificou as leis, o idioma e a política de várias cidades. Sob a liderança do
rei Sargão, o Império substituiu a autonomia das cidades-Estado.
6)
Sumérios
(3500 a 2550 a.C.):
·
Primeira civilização mesopotâmica;
·
Fundaram importantes cidades-estados;
·
Ex: Ur, Uruk, Eridu, Nippur, Lagash, Abad e
Zabalam;
Constituição Política:
·
Inicialmente
o Templo detinha os poderes político, econômico e religioso, depois este poder
migrou para os Palácios;
·
O Patesi
(vigário de Deus ou deuses), era o chefe absoluto, governava auxiliado por uma
casta aristocrática de sacerdotes e
altos funcionários.
Acádios:
·
O rei Sargão
I em 2550 a.C invadiu as cidades-estados sumerianas;
·
Fundação do
primeiro Império Mesopotâmico;
·
2150 a.C, os
Guti (povos das montanhas) dominaram os acádios.
Amorritas – 2000 a 1600 a.C.:
·
Vindo do
deserto da Arábia, chegaram a Mesopotâmia e estabeleceram-se na cidade da
Babilônia;
·
Hamurábi
(1728 – 1686 a.C.);
·
Expandiu o Império
Babilônico por toda a Mesopotâmia, do Golfo Pérsico até o norte da Assíris;
·
O Código de
Hamurábi, baseado na Pena de Talião;
·
Após a morte
de Hamurábi, o império foi invadido pelos cassitas e Hititas que introduziram o
cavalo e o ferro para fins militares;
·
Os cassitas
dominaram a região por cerca de 500 anos;
·
Os assírios
dominam a região.
Assírios –
século VIII a VI a.C.:
·
A palavra
assírios vem da palvra assur, que significa lugar de passagem;
·
Região ao
norte da Mesopotâmia, utilizada como passagem natural entre a Ásia e o
Mediterrâneo;
·
Principais
cidades: Assur, Jarran e Nínive.
a.
Principais
Reis:
·
Sargão II,
Senaquerib e Assurbanipal.
b.
Organização
dos primeiros exércitos permanentes:
·
Grandes
conquistas militares e construção de um dos maiores impérios da antiguidade;
·
O exército
era equipadíssimo – arqueiros, lanceiros, carros de guerra e cavalaria.
c.
Revoltas
internas enfraqueceram o império:
·
612 a.C.,
Caldeus e Medos destroem o Império Assírio.
Caldeus –
612 a 539 a.C.
·
Nabucodonosor
– 604 a 526 a.C. -, filho de Nabopolassar, foi o principal rei babilônio;
·
Reconstruiu
a Babilônia e a tornou em uma das mais bela e esplendorosa cidade do mundo
antigo. Ex.: Jardins Suspensos, Torre de Babel;
·
Destaque
militar: tomada de Jerusalém em 586 a.C. e a submissão do povo hebreu;
·
Em 539 a.C.,
após a morte de Nabucodonosor, Ciro, rei da Persa invadiu a Babilônia e a
anexou a seu império.
7) A invenção da escrita foi resultado das
necessidades práticas de registro de certas atividades sociais. Nos palácios e
templos eram armazenados produtos agrícolas para o pagamento de tributos ou
para oferendas religiosas. Para registrar corretamente a quantidade e o tipo
desses produtos, os sumérios anotavam em placas de argila úmidas a entrsada de
cada item: bois, porcos, cereais, etc. A escrita sumeriana era chamada de
Cuneiforme.
8) O Código de Hamurábi é considerado o primeiro
código de leis escrita da humanidade, foi criado pelo Rei babilônico (Amorrita)
Hamurábi. Este código baseava-se na Pena de Talião, olho por olho e dente por
dente.
Respostas dos exercícios
Alunos, estarei disponibilizando a correção dos exercícios até as 15 da tarde de hoje, então, aguardem algumas horas e entrem depois das 15 horas.
sábado, 4 de agosto de 2012
A Greve na Rede Pública Estadual Acabou
Chegou ao fim ontem a greve da rede pública Estadual que durou 112 dias, sendo a maior da história deste Estado.
Segunda-feira no IEED aula normal.
Segunda-feira no IEED aula normal.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
Jaques Wagner e Fátima Mendonça: o casal que fatura unido
CARLOS BRICKMANNO
problema dessas histórias mal explicadas é que precisa ser tudo bem
combinado: se alguém erra, dá a impressão de que todos estão mentindo.
Imagine!
Pois descobriu-se que a primeira-dama da Bahia, Fátima Mendonça, enfermeira de profissão, esposa do governador petista Jaques Wagner, tem salário mensal de R$ 14.632, como assessora de supervisão geral da Coordenação de Assistência Médica do Tribunal de Justiça de Salvador.
Aí as peças começam a se desencaixar: a assessoria de Imprensa de Fátima Mendonça diz que ela está licenciada desde 2007, quando assumiu o comando das Voluntárias Sociais, cargo tradicionalmente reservado às primeiras damas. A assessoria de Comunicação do Tribunal diz que ela não está licenciada, não: desenvolve projetos relacionados a menores “em situação de vulnerabilidade”, e que ser presidente das Voluntárias Sociais “não a descredencia de suas atividades profissionais”.
Licenciada ou não, o salário continua sendo pago à esposa do governador. E é um belo reforço à receita do casal: somando-se o que ambos recebem do Estado, dá uns R$ 40 mil.
Leia também:
Para quem começou como técnico de manutenção de petroquímica, entrou no PT e em sindicatos e depois só exerceu cargos públicos, é um bom exemplo de quem se esforçou e cresceu na vida.
Tudo de bom – A propósito, quem não quer ser voluntário ganhando altos salários? (Coluna Carlos Brickmann)
FONTE: http://www.jornaldamidia.com.br/2012/07/29/jaques-wagner-e-fatima-mendonca-o-casal-que-fatura-unido/
domingo, 29/07/2012 - 19:13

Wagner e Fátima: assessora de supervisão do TJ (Foto:Internet/Reprodução)
Pois descobriu-se que a primeira-dama da Bahia, Fátima Mendonça, enfermeira de profissão, esposa do governador petista Jaques Wagner, tem salário mensal de R$ 14.632, como assessora de supervisão geral da Coordenação de Assistência Médica do Tribunal de Justiça de Salvador.
Aí as peças começam a se desencaixar: a assessoria de Imprensa de Fátima Mendonça diz que ela está licenciada desde 2007, quando assumiu o comando das Voluntárias Sociais, cargo tradicionalmente reservado às primeiras damas. A assessoria de Comunicação do Tribunal diz que ela não está licenciada, não: desenvolve projetos relacionados a menores “em situação de vulnerabilidade”, e que ser presidente das Voluntárias Sociais “não a descredencia de suas atividades profissionais”.
Licenciada ou não, o salário continua sendo pago à esposa do governador. E é um belo reforço à receita do casal: somando-se o que ambos recebem do Estado, dá uns R$ 40 mil.
Leia também:
- Caso Fátima Mendonça: TJ-BA precisa explicar bem mais
- Por que o apê de luxo de Wagner custou menos que a maquete da Bahiatursa?
Para quem começou como técnico de manutenção de petroquímica, entrou no PT e em sindicatos e depois só exerceu cargos públicos, é um bom exemplo de quem se esforçou e cresceu na vida.
Tudo de bom – A propósito, quem não quer ser voluntário ganhando altos salários? (Coluna Carlos Brickmann)
FONTE: http://www.jornaldamidia.com.br/2012/07/29/jaques-wagner-e-fatima-mendonca-o-casal-que-fatura-unido/
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Cem dias de solidão ou “eu quero tchu”
Maria do Socorro S. Aquino de Deus[1]
Chegamos a cem dias de greve da educação estadual, na Bahia. O que se pensou ser um movimento reivindicatório por condições salariais mais dignas transformou-se na maior quebra de braço, entre a categoria e o governo, jamais vista na Bahia. O governo, com todo seu poderio de recursos, propaganda e corte de salários não conseguiu obrigar os professores a voltarem às aulas sem que o acordo assinado com a categoria fosse atendido.
Além do já sabido, a falta de valorização do profissional da educação, a greve dos professores mostra uma verdade assombrosa: o total desconhecimento por parte da sociedade do que acontece por trás dos portões das escolas públicas – incluindo os Poderes Legislativo e Judiciário e a imprensa. Quando se pronunciam, ou falam a partir de suposições ou mentem ou ficam em silêncio. Talvez esse silêncio por parte de muitos, um silêncio que pode ser visto como cúmplice e criminoso, seja vergonha em assumir o desconhecimento da real situação da educação no estado.
A mais gritante demonstração de ignorância a esse respeito foi o texto da decisão liminar da desembargadora Daisy Lago Coelho que, entre outras pérolas, diz: “Também se apresenta verossímil, senão induvidoso, o grande prejuízo causado pela paralisação do serviço público de educação não apenas à formação cívica e intelectual dos estudantes, mas também ao desenvolvimento físico e à saúde destes, tendo em vista a constatação de que a merenda escolar é, em muitas comunidades deste Estado, o único alimento diário dos infantes”.
Tais afirmações comprovam o desconhecimento total da realidade da educação na Bahia e uma visão completamente equivocada da função da escola e da educação. Bem, considero que a greve causa prejuízo a todos, sim. Mas é consequência de um estado abusivo, de como vem sendo tratada a educação, em tudo que esta envolve, e que parece ser invisível para a sociedade. Muitas escolas funcionam precariamente, sem professores para todas as disciplinas, sem livros didáticos suficientes, com as instalações físicas em péssimo estado, transporte escolar caótico. A formação cívica e intelectual dos alunos vem sofrendo grandes prejuízos há muito tempo!
A senhora desembargadora acredita que um dos deveres fundamentais da escola é alimentar os “infantes”, demonstrando uma visão preconceituosa e paternalista, para dizer o mínimo, a respeito dos estudantes da escola pública. Que eu saiba - nos vinte anos que dou aulas em escola pública, para alunos do Ensino Médio - a última coisa que esperam da escola é uma refeição por dia. Os estudantes têm fome de muito mais que comida. Uma aluna me respondeu que “tchu” é tudo de bom, é ser feliz e realizar todos os sonhos. Eles esperam que a escola seja uma etapa para chegar a uma universidade ou a um curso técnico que o habilite a entrar no mercado de trabalho. Anseiam passar no ENEM para conseguir acesso às bolsas de estudo. Ademais, pelo menos na escola em que sou lotada, não teve merenda um só dia deste ano letivo e, se a greve tivesse acabado, até hoje, a situação seria a mesma.
O que mais me surpreende é o pouco caso com que as autoridades e a imprensa em geral estão tratando o caso. Políticos preocupados com a corrida eleitoreira e a imprensa com notícias parciais, aceitando divulgar inverdades a respeito dos professores, de forma insensata e leviana. Vi professores chorando de indignação e vergonha, mas resistindo bravamente. A greve é um grito de Chega dos professores. Grito ouvido por poucos e tratado de forma desrespeitosa pelos responsáveis pela resolução do problema.
Daí a sensação de cem dias de solidão. Cada professor conta com sua força e sua convicção para manter-se incorruptível, mesmo com salários cortados e as dificuldades a bater na porta. E contam uns com os outros, em uma demonstração de solidariedade que fortalece o que acredito ser o papel da educação: não perder a capacidade de indignar-se, ser moralmente capaz de sustentar o que ensina nos duzentos dias letivos de todos os anos da vida profissional, ser capaz de lutar pelo que acredita e inspirar isso nos alunos. Não estamos na escola para ensinar conteúdos apenas, pois estes mudam, assim como muda o mundo. Estamos na escola para ensinarmos, também, que é possível construir uma sociedade justa e igualitária e que para tal acontecer é preciso lutar.
Assim, vivenciamos essa solidão que cerca a educação pública e todo aparato midiático que a reforça, destacando manchetes pífias e divulgando notícias sensacionalistas que têm sempre como protagonistas os mesmos atores – jovens negros e negras de comunidades periféricas – reforçando um estado de coisas que parece imutável. Um sensacionalismo que esconde o silêncio perante questões realmente importantes.
Quem se importa? De verdade? Afinal, como disse Caetano: “Como é que pretos, pobres e mulatos/ E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados (...)”. Pois é, na escola pública são quase todos pretos ou quase pretos de tão pobres.
[1] Professora da rede estadual de ensino. Mestra em Estudo de Linguagens.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Mutuípe: vereadores prestam moção de apoio aos professores
13 de julho de 2012
Os professores de Mutuípe que permanecem em greve participaram da Sessão Ordinária na Câmara de Vereadores de Mutuípe para pedir apoio ao movimento e estes fizeram uma Moção de Apoio, documento em que a adesão dos vereadores foi unânime.
Professora Luciene.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Impasse: Governo e professores não chegam a um acordo e greve deve continuar
Da Redação
Fotos:Carla Ornelas/Secom

Reunião não conseguiu colocarm fim à greve dos professores
A reunião realizada na tarde desta quinta-feira, 12, entre o governo do estado e os professores em greve, representados pela APLB, com mediação do Ministério Público do Estado, não conseguiu colocar fim à greve da categoria que já dura 93 dias.
Durante a reunião, o MP entregou ao governo e aos professores um termo de acordo para tentar colocar um ponto final na greve. O termo traz como principais pontos a admissão dos professores demitidos no período de paralisação e uma nova data para o pagamento do aumento acordado com o governo.
Porém, de acordo com o coordenador-geral do sindicato dos professores (APLB), Rui Oliveira, os termos oferecidos para a negociação são insuficientes.
Segundo ele, durante a reunião, o governo propôs que a categoria abra mão dos 7% em ganho real, o que, segundo os professores, é algo impossível. “Não tem como, não podemos abrir mão de direitos já conquistados”, afirma.
Ainda segundo Rui Oliveira, o governo também não se posicionou sobre a readmissão dos professores demitidos durante a greve. “O governador diz que pode rever a situação dos demitidos, mas não dá certeza de nada. Com essas condições, se depender do comando de greve, a paralisação continua”, explica Rui.
Porém, a continuidade da greve só será decidida na próxima sexta-feira, 13, durante uma reunião realizada com a categoria no estacionamento da Assembleia Legislativa, a partir das 10h.
Representantes do sindicato afirmam que, por enquanto, nenhuma outra reunião para discutir os rumos da greve foi agendada.
A reportagem de A TARDE entrou em contato com a Secretaria de Comunicação Social do Governo do Estado, mas ainda não obteve resposta.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
25/06/2012 08h59 - Atualizado em 25/06/2012 10h54
Volta às aulas do 3º ano é marcada pela ausência dos estudantes
Diretores dizem que as aulas não são de reposição e visa apenas o Enem
Metro1

Foto: Manuela Cavadas/Metropress (arquivo)
Apesar do governo do estado, por meio da Secretaria de Educação, anunciar reposição de aulas para os estudantes do 3º ano da rede estadual, muitos professores e diretores de escolas negam a reposição.As aulas estavam previstas para iniciar às 7h50. Mas passa das 8h e as salas estão vazias ou com poucos alunos. De acordo com uma diretora de escola, que não quis se identificar, a tendência é esvaziar mesmo. "Os alunos ainda não sabem que não é reposição. Já são 8h30 e não começou nada, só mostra o descrédito. Hoje tem 50 alunos, mas amanhã serão 30, depois 20, até não vir mais ninguém", relatou ao Metro1.
A APLB Sindicato está nas escolas polo distribuindo avisos de que as aulas não têm validade e que as notas que forem dadas não serão aceitas.
Ainda de acordo com professores, as aulas tem foco no Enem e não na grade curricular. Além disso, são 1,2 mil professores para 22 mil alunos, o que dá mais de 100 alunos por docente, o que torna inviável o aprendizado.
25/06/2012 às 07:44
| ATUALIZADA ÀS 16:58 | COMENTÁRIO (0)Alunos do 3º ano criticam programação de volta às aulas
Da Redação, com informações de Isabela Castro e Luana Almeida
Bené Ramos / A TARDE TV

Secretário Osvaldo Barreto justificou a baixa adesão dos alunos com o feriado de São João
A adesão dos alunos do 3º ano do ensino médio ao retorno às salas aulas foi baixa, na manhã desta segunda-feira, 25, início do programa de reposição de aulas estabelecida pela Secretaria de Educação do Estado (SEC). Dos 380 alunos que eram aguardados no Colégio Estadual Luís Viana Filho, em Brotas, - uma das 19 escolas-polos -, apenas 40% compareceram.
A estudante Alane Santos, que compareceu à unidade educacional cheia de expectativas, relatou que os professores estavam revisando assuntos do ensino fundamental e que não houve aproveitamento do conteúdo iniciado pelos professores antes da greve. "Só tive uma aula, não aprendi nada e não pretendo continuar vindo. Só perdi meu tempo", disse a jovem.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
POR QUE O GOVERNO TENTA ENGANAR A OPINIÃO PÚBLICA? LEIA TAMBÉM O ARTIGO DA FETRAB
13 DE JUNHO DE 2012 81
Leia a repercussão das ações desonestas do governo ante a justiça da greve dos professores.
Em seguida a esse texto, leia o artigo publicado pela Fetrab, que mostra a decepçao com o governo havia criado tanta expectativa para os movimentos sindicais e populares.
POR QUE O GOVERNO ESTADUAL DA BAHIA MENTE TANTO? POR QUE TENTA O TEMPO TODO ENGANAR A OPINIÃO PÚBLICA E A MÍDIA DESINTERESSADA EM FAZER JORNALISMO VERDADEIRO?
Ações de Jaques Wagner (PT) contra os professores da Bahia repercutem em todo o país
Docentes estão há de mais sessenta dias em greve, o que afeta diretamente mais de 1 milhão de alunos que usam a rede pública. O governador Jaques Wagner/PT, ao invés de negociar e cumprir acordo feito com a categoria em novembro último, apela desavergonhadamente para a mentira, truculência e manda descontar salários dos professores. Suas ações repercutem negativamente em todo o país
Os professores da Rede Estadual da Bahia estão em greve há mais de sessenta dias. Enfrentam a intransigência de Jaques Wagner e reivindicam, como pauta maior, o cumprimento integral da Lei 11.738/2008, segundo a qual os docentes da Educação Básica Pública de todas as redes do país deveriam ter recebido, desde janeiro último, reajuste linear de, no mínimo, 22,23%. Essa mesma Lei diz que caso prefeitos e/ou governadores não possam aplicar tal percentual de correção, a União complementa com recursos financeiros. Para isso, basta que estados e municípios abram suas receitas/despesas e demonstrem que precisam de ajuda.
Apenas em relação ao Fundeb, veja abaixo alguns recursos específicos da Educação gerenciados pelo atual governo baiano até maio deste ano, quase 1 bilhão de reais. Mesmo alegando que não pode atender os professores, Wagner não pediu “socorro” à União, o que deveria fazer se a montanha de dinheiro vindo de Brasília não fosse suficiente para as demandas da educação. Se não pediu é porque tem de sobra, agora o que faz com a verba aí é uma caixa preta.
| RECURSOS FUNDEB – BAHIA 2012 | VALOR (R$) |
| janeiro | 270.858.588,09 |
| fevereiro | 159.081.362,68 |
| março | 177.115.545,81 |
| abril | 337.066.274,20 |
| maio | 256.434.474,70 |
| TOTAL | 929.968.515,08 |
As mentiras, manipulações e truculências do governador
Desde o início da greve, o governador Jaques Wagner em nenhum momento deu qualquer sinal de que pretendia negociar de forma séria com os professores ou, muito menos, apontar uma saída positiva para tantos dias sem aulas. Pelo contrário. Iniciou pela mídia uma campanha para tentar desqualificar o movimento e confundir a opinião pública. Diz desconhecer o acordo assinado que sua equipe fez com a APLB em novembro último, onde o governo se comprometia a aplicar o percentual de correção do piso que o MEC estipulasse, os 22,23%. Além disso, dá propositalmente uma série de interpretações estapafúrdias à Lei 11.738/2008, ao afirmar, por exemplo, que “ela ampara apenas os professores que não têm curso superior”. Wagner apelou ainda à justiça para que decretasse a greve ilegal e, criminosamente, mandou descontar salários dos grevistas, atropelando inclusive uma recente decisão do STF, que proíbe tal tipo de medida.
É importante não esquecer que a Lei do Piso Nacional do Magistério era para estar sendo posta em prática desde 2009, ano seguinte à sua aprovação. Além disso, o percentual de 22,23% refere-se ao custo-aluno 2012 repassado aos estados e municípios desde janeiro último, e é relativo ao modo de correção anual do Piso, tudo de acordo com a citada Lei 11.738/2008. Portanto, são totalmente absurdas e improcedentes as alegações de Jaques Wagner para não atender às reivindicações dos professores e prejudicar os alunos.
A greve continua
Apesar da intransigência e ameaças do governador, os docentes baianos estão firmes na paralisação. Categoria rejeita as propostas ridículas feitas pelo governo para aniquilar a Lei do Piso Nacional e permanece em greve
UMA CURIOSIDADE, E QUE CURIOSIDADE!
Mais de dois meses de greve e a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa não fez nenhuma audiência. Nenhuma!
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ARTIGO DA FETRAB:
Governo frustra servidores, que lamentam rumos da relação
Era justa a expectativa dos baianos com a eleição do governador Jaques Wagner, que representou, antes de tudo, um mar de esperança com relação ao fortalecimento da democracia, amparando-se numa nova estratégia de desenvolvimento para o Estado, com o enfoque na melhoria da condição de vida do povo e em detrimento à tradicional preferência pelo contentamento das elites. No campo dos serviços públicos, esperava-se a composição de uma nova máquina administrativa, que atendesse melhor o cidadão, privilegiando a estrutura, as condições de trabalho e a valorização de seus profissionais.
No entanto, as prioridades do Governo, desde o início, foram estrategicamente pautadas numa relação de afinidade umbilical com o Governo Federal e por ações midiáticas de grande publicidade, sobretudo, ancoradas no Programa de Aceleração do Crescimento e suas grandes obras. Entretanto, as ações das autoridades baianas com relação às áreas sociais, de atendimento básico à população, Saúde, Educação e Segurança foram tratadas de maneira descuidada, relembrando a atitude de governos passados.
No ponto de vista do funcionalismo, ainda em 2006, as entidades de representação se dispuseram a colaborar com o clima de mudança, primeiramente, apresentando ao vice-governador eleito, à época, Edmundo Santos, as deficiências da máquina administrativa, oferecendo sugestões eficazes para a redução de gastos, com base no acúmulo de experiência dos servidores, o que foi, estranhamente, ignorado.
Instaurou-se o Sistema Estadual de Negociação Permanente, o SENP, que consistia num fórum de discussão da política de recursos humanos do governo e possuía uma Mesa Central de negociação, para tratar de questões gerais, comuns a todos os servidores, e mesas setoriais, que abordavam os itens específicos de cada categoria. O SENP andou bem, até que em 2008, unilateralmente, teve sua Mesa Central desativada, pela administração Wagner, deixando diversas discussões e acordos em aberto.
Após o esvaziamento do SENP, os trabalhadores, por entenderem a sua importância, passaram a solicitar sua reativação, colocando-o como item prioritário na pauta de reivindicações. Sem o Sistema, as dificuldades de comunicação produziram desgastes desnecessários que culminaram em situações de mobilizações, paralisações, greves, além de gerar muita insatisfação com relação à atual administração. Os sindicalistas se sentiram relegados, pois tinham em Jaques Wagner um companheiro de primeira hora e sabiam que havia a responsabilidade com os rumos da gestão, que cobrou fidelidade com veemência, mas não cumpriu os acordos que fez com as categorias.
Neste momento, as entidades de representação do funcionalismo entendem que o atual governo não respeita os trabalhadores públicos e os trata como inimigos, não reconhecendo acordos, criminalizando as greves, chegando ao extremo de corte de salários e bloqueio de do CrediCesta e de outras consignações, utilizando o poder da mídia, paga com verbas oficiais para mentir e fazer jogo de intriga entre a população e os servidores do Estado.
Como exemplos dos equívocos políticos, na área da Segurança Pública, pode-se citar o Programa Pacto pela Vida, ação que poderia se consumar como de suma importância para a sociedade, mas que o governo produziu sem levar em consideração a opinião dos trabalhadores, que são os agentes executores de todas as medidas planejadas, como os policiais, agentes de saúde, professores, assistentes sociais, dentre outros. Dessa forma, contabiliza-se para o governo a elevação traumática dos índices de violência perpetrada contra a população. A greve dos policiais militares refletiu essa situação, por se tratar de reivindicações ignoradas, acordos descumpridos, que diziam respeito, principalmente, às condições de salário e de trabalho.
Na Saúde, a relação de desrespeito geral instaurada contra o funcionalismo foi responsável por paralisações e greves. Na Educação, o descumprimento de um acordo orquestrado em novembro de 2011, concebeu a crise que culminou na greve, iniciada em 11 de abril. Em outras áreas, o clima de animosidade produziu mobilizações. Novas greves devem acontecer. Wagner demonstra uma repulsa contra os trabalhadores públicos e uma atitude de arrogância vista nos momentos mais auspiciosos do carlismo. Ao funcionalismo resta compreender que o governo corre por caminhos inóspitos, impondo a composição da unidade para o enfrentamento dessa política de arrocho, desacordos, mentiras e repressão.
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